Wey Criativa https://weycriativa.com.br Tue, 03 Nov 2026 17:50:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 Tu Não Existes em Mim https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-tu-nao-existes-em-mim/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=414 Seu nome não existe mais

em meu coração, 

apagou-se tudo, 

percebi que foi apenas ilusão.

 

Você não existe em meu ser,

eu te arranquei de mim,

coloquei um ponto final, 

nessa história que não tem fim.

 

Com você, feliz, já estive,

longe, fiquei triste, 

muito eu chorei,

 – Chega, eu cansei!

Foi essa a decisão que tomei,

e, sabes que tenho razão,

hoje, tu não existes,

nem na minha vida,

nem no meu coração! 

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No Pulsar do Silêncio https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-no-pulsar-do-silencio/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=393 Entre o som do relógio e o eco do nada,

há um silêncio que respira,

um pulsar de vida oculta

que não se revela ao ruído.

Ele se esconde nas pausas,

no intervalo entre o riso e o pranto,

na hesitação de um olhar que diz tanto

sem nunca pronunciar.

O silêncio não é vazio;

é repleto de histórias

que sussurram em outro idioma,

desenhando universos na quietude.

Ali, onde a alma encontra descanso,

onde as palavras desistem de lutar,

encontro meu refúgio,

um lugar onde sou inteira,

apenas por existir.

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Nas Asas do Instante https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-nas-asas-do-instante/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=392 Há um sussurro que dança no vento,

um murmúrio de histórias não ditas,

florescendo em jardins secretos

onde a pressa do mundo não pisa.

 

O tempo, um pintor descuidado,

espalha cores pelo céu do agora,

e cada nuvem que se debruça sobre o horizonte

é uma promessa que não precisa de palavras.

 

Sinto o toque do instante em minha pele,

um arrepio de eternidade disfarçada,

e mergulho no abismo de cada suspiro,

onde o começo e o fim se encontram.

 

Que a vida seja assim:

um voo sem destino,

um poema sem métrica,

um coração aberto,

onde até o silêncio rima.

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Mar de Dentro https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-mar-de-dentro/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=391 Há um mar dentro de mim,

ondas que não quebram na areia,

mas dançam no ritmo das minhas veias,

sussurrando segredos que só eu sei ouvir.

 

Ele é calmo ao amanhecer,

refletindo as cores de sonhos suaves,

mas, ao cair da noite,

torna-se tempestade que não pede permissão.

 

Cada gota carrega memórias salgadas,

lampejos de um amor que se foi,

de um sorriso guardado,

de um adeus que ecoa no infinito.

 

Navego sem bússola,

guiada por estrelas que invento,

e me perco com gosto nesse oceano,

onde o profundo é refúgio,

e o naufrágio, liberdade.

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FLOR FERIDA https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-flor-ferida/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=384 Tinhas uma flor em tuas mãos, 

mas a deixastes quando se atraiu por uma rosa.

 Mas o que esquecestes… 

é que as rosas têm seus espinhos

 e, estes te feriram, te machucaram.

 Estes te iludiram, te deixaram. 

Roubastes lágrimas dos meus olhos.

 Incitastes a dor em meu peito.

 Me trocastes por quem não merecia teu respeito.

 

Não pedes para voltar, não…

 Não implores o meu amor.

 Não só magoastes um coração,

 mas feriste uma flor.

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Essa Distância https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-essa-distancia/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=383 Tanto me faz sorrir, 

por pouco não me viu chorar, 

o quanto não me deixou feliz, 

pois soube me transformar. 

Na tua inocência me entreguei, 

do teu caminho desfrutei. 

O tempo passa, 

percebo que não suporto estar longe de você, 

e, quando não estás perto, 

eu só penso em te ver. 

Não sei o que estou a sentir, 

ou talvez eu saiba, mas quero mentir. 

Se eu gosto de você, 

por que deveria mentir? 

Meu coração aperta de saudades, 

não ficas longe assim. 

Que sejas para a eternidade, 

eu te quero só para mim.

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Entrevista com Ângelo Máximo https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-entrevista-com-angelo-maximo/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=380 Com 19 anos de experiência no teatro, Ângelo Máximo se destaca como ator, autor e diretor, deixando sua marca no cenário cultural. Desde o início de sua carreira, influenciado pelos textos clássicos do teatro grego, Ângelo encontrou no palco uma forma de expressão que vai além da atuação, enveredando pelo caminho da direção para ajudar na concepção e orientação das cenas.

Nesta entrevista, Ângelo compartilha as experiências que moldaram sua trajetória, desde as primeiras influências até os momentos mais marcantes, como sua estreia como diretor em “Vô Doidim e a Bruxa do Esquecimento”. Ele fala sobre a relação de cumplicidade entre ator e diretor, a escolha criteriosa dos textos e os desafios enfrentados nas produções teatrais, destacando o papel transformador do teatro na sociedade contemporânea.

CARREIRA E INFLUÊNCIAS:

O que te levou a seguir a carreira de diretor de teatro?

— O desejo de ajudar na concepção, ajudar a orientar o movimento de cena.

Existe algum diretor ou peça que te inspira profundamente?

— Comecei no teatro pelas mãos de Roberval Barreto. O primeiro professor a gente não esquece e Geovane Mascarenhas, que também foi meu professor em dramaturgia corporal. Estes nomes são grandes inspirações.

Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória até agora?

— Ainda, em oficina, a primeira por onde comecei, o ensaio de uma cena para a mostra de resultados. A cena era de briga, coreografada, e durante o ensaio o murro foi de verdade no nariz, sangrou, o colega de cena se assustou, parou e eu pedi que continuasse a marcação. Depois que a cena terminou, que fui lavar meu rosto. Fui uma cena em que literalmente dei o sangue pela Arte. Depois dessa, a primeira estreia como diretor, com o espetáculo Vô Doidim e a Bruxa do Esquecimento. Em seguida, a nossa estreia do espetáculo O Palhaço quer ir ao céu.

Créditos: Vô Doidim e a Bruxa do Esquecimento

Qual foi a primeira peça que você dirigiu? Como foi a experiência?

— Vô Doidim e a Bruxa do Esquecimento. Foi um trabalho simples, ao mesmo tempo encantador. O texto de Nanna de Castro é riquíssimo e com elementos da MPB. Um espetáculo infantil que encanta, além das crianças, adultos e terceira idade também.

PROCESSO DE DIREÇÃO:

Qual é a relação entre o ator e o diretor durante o processo de ensaio?

— De cumplicidade, em que ambos têm que ter uma compreensão clara da história a passada para o público. É necessário, também que ator e diretor e estejam afinados no ajuste das ideias para a movimentação de cena e também na confiança mútua, o ator no trabalho do diretor e vice-versa.

Como a colaboração entre você e os atores influencia a qualidade da peça?

— É essencial para a criação de uma peça teatral de qualidade. O trabalho em conjunto do diretor com o elenco ajuda no processo de criação e ajuda muito na construção do trabalho, contribuindo muito para o resultado com ótima qualidade para o público.

PROJETOS RECENTES:

Conte-nos sobre sua experiência com Dra Shana?

— Este trabalho, inicialmente, foi pensando para 3 atores em cena, onde os mesmos seriam coapresentadores de um programa de Tv. Mas no decorrer do processo de escrita, acabei deixando o trabalho com uma única apresentadora e aumentando a quantidade de pessoas no elenco e como a peça se passa num programa de Tv, o elenco funciona como convidados que tiram dúvidas sobre a relação a dois, na hora H.

Espetáculo: Dra. Shana Berta: Tirando a Roupa do Atraso e Botando o Sexo em Dia.

Quais foram os maiores desafios e aprendizados desse trabalho?

— Acredito que um desafio a todo grupo com um novo trabalho para estrear, é o tempo. Porque, mesmo com um prazo razoável para deixar o trabalho pronto, percalços acabam acontecendo no decorrer do processo, que vai eliminando aquela margem de tempo que se imagina ser suficiente para deixar o trabalho afinado. Este é o maior desafio, o tempo, o prazo para deixar o trabalho pronto.

Há alguma cena ou momento que foi particularmente especial ou desafiador de criar?

— Tem uma cena, em que Dra. Shana recebe dois convidados ao mesmo tempo. Eles são homoafetivos e casado. Quando eu cheguei nesta cena, a inspiração travou e não consegui desenvolver o texto. Mas, como todo bom brasileiro que não desiste nunca, parti para pesquisas, pois não queria nada pejorativo nem vulgar, como a maioria das pessoas imaginam que seja uma relação de pessoas do mesmo sexo. Esse momento foi desafiador. Ao mesmo tempo, a preocupação geral com o texto foi deixá-lo leve, engraçado e ao mesmo tempo informativo. Objetivo atingido!

Homenagem da @prefeituradefeira através da @funtitec pelos relevantes serviços prestados à Cultura de Feira de Santana. 

TEATRO E SOCIEDADE:

Como você vê o papel do teatro na sociedade contemporânea?

— O teatro é uma ferramenta poderosa. Contribui de forma ímpar para a sociedade, principalmente, nos que diz respeito às questões sociais. O Teatro ajuda a desenvolver atores que auxiliam na transformação social. O Teatro não é só entretenimento, é um veículo de reflexão e um retrato da sociedade. Ele alfineta e incomoda, apresenta perspectivas e realidades diferentes para que o público se sinta tocado e alertado, motivando-o a refletir e incentivando-o à ação na transformação da sociedade. O teatro é uma ferramenta poderosa para educar e conscientizar as pessoas, promovendo mútuas compreensões e pontes entre diferentes grupos da sociedade.

Existe alguma mensagem ou transformação social que você busca promover em suas produções?

— Sim. O cuidado com outro e o meio-ambiente e o autoconhecimento onde, o público ao se identificar com personagens e suas histórias, se liberte de suas angústias e encontre inspiração para superar os desafios da vida.

Como o teatro dialoga com outras formas de arte e cultura?

— O Teatro é uma Arte que sempre proporciona interação com diversas outras linguagens artísticas. O que amplia horizontes e proporciona outras formas de expressão. O Teatro, apesar de ser milenar, o diálogo com outras linguagens o torna sempre relevante e atual.

VISÕES FUTURAS:

O que você espera alcançar em seus próximos trabalhos?

— Além de divertir, proporcionar reflexões que ajudem o espectador a se sentir mais confiante, acreditar mais em si e entender que ele capaz de alcançar seu lugar ao sol.

Que conselho você daria para aspirantes a diretores de teatro?

— Ser diretor teatral é emocionante, desafiador. Exige paixão, criatividade e dedicação. Ler bastante sobre teatro, acompanhar a cena teatral, se atualizar sempre e não ter medo de desafios, não ter medo de criar nem experimentar nova ideias e abordagens artísticas.

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Entrevista com Lion Guimarães https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-entrevista-com-lion-guimaraes/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=379 LION GUIMARÃES: A JORNADA INSPIRADORA DE UM ATOR BAIANO

Lion Guimarães @lionguimaraes, um nome que ecoa nos palcos teatrais, é um ator baiano cuja paixão pelo teatro transcende as barreiras da interpretação. No universo do teatro, poucos caminhos são trilhados sem uma história de paixão e desafios. Hoje, temos o prazer de conversar com este ator que tem conquistado corações e mentes com sua dedicação ao palco. Nesta entrevista, Lion compartilha suas experiências desde os primeiros passos no teatro até os maiores desafios e conquistas recentes. Vamos conhecer mais sobre essa jornada fascinante.

CARREIRA NO TEATRO:

O que te levou a seguir uma carreira no teatro?

— Foi uma paixão à primeira vista, minha mãe me matriculou em aulas de teatro sem que nem soubéssemos ao certo o que era. Comecei no teatro ainda criança e pra mim era o ápice estar no palco, sentindo a energia do público, com pouco tempo surgiram convites para trabalhos profissionais, e de repente eu já estava vivendo teatro diariamente.

Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória até agora?

— A estreia de meu primeiro monólogo “Os Rinocerontes” escrevi o roteiro inspirado em uma história que adoro, convidei um ídolo meu para fazer a direção do espetáculo e com ele fizemos uma série de apresentações tendo sido muito bem recebido em minha cidade e nas cidades onde viajei com a peça.

PROCESSO DE PRODUÇÃO:

Como você se prepara para entrar no personagem?

— Dar vida a um novo papel é sempre algo desafiador, afinal cada personagem é único, o que gosto de fazer é estudar o contexto em que o personagem está inserido, me apropriar bem do universo que o cerca, afim de descobrir as peculiaridades dele, suas manias, velocidade corporal, gírias, enfim… Descobrir o que faz dele único e especial.

Alguma técnica ou ritual específico?

— Gosto particularmente de olha-lo no espelho, as nossas micro expressões embora não consigam ser captadas na distância do teatro me ajuda e fazer um distanciamento do meu eu para que eu possa encontrar a aparência do personagem e ai criar o corpo, encontrar a voz e fazer os sutis ajustes para tudo ficar harmônico. SIM EU AMO ME OLHAR NO ESPELHO, de alguma forma acho que isso ajuda a encontrar o personagem e por isso em minha casa eu tenho diversos espelhos em cada cômodo.

TRABALHOS RECENTES:

— No ano de 2024 estreei 2 espetáculos novos: “Dra. Shana Berta” sim é um trocadilho bem quinta série, mas o espetáculo é uma comédia adulta sobre sexo. “O Pequeno Imperador” esse foi um xodó, porque é uma história que já trabalhei anos atrás, mas agora fiz uma reformulação total na história e o resultado gerou muitos frutos positivos. Além disso tive o prazer de encarar um grande desafio de substituir uma amiga numa apresentação do espetáculo “O sumiço do Galinho Qui-ri-qui-qui” onde só tive um dia de ensaio e um dia para gravar o texto, foi tudo muito rápido e em cima da hora, o espetáculo era complexo com músicas e manipulação de fantoches, mas o resultado final foi bastante satisfatório. Acho que essa substituição foi o maior desafio que tive no ano de 2024.

Há alguma cena ou momento que foi particularmente especial para você?

— Teve uma cena engraçada, serve? (risos). Durante uma apresentação do espetáculo “Nelson em Jogo” os banquinhos estavam escorregadios, e tinha uma parte que eu deveria subir nos bancos menores e ir andando por eles subindo de nível até o banco maior de todos, no meio do caminho um dos bancos derrapou e eu cai de costas no chão, todos preocupados comigo e eu bem pleno morrendo de dor, segurei o personagem e recomecei a cena como se o personagem tivesse passado por aqui, e como se a peça fosse exatamente daquele jeito, (risos), se arregaça mas não deixa a peça ficar comprometida.

Homenagem da @prefeituradefeira através da @funtitec pelos relevantes serviços prestados à Cultura de Feira de Santana. 

TEATRO E SOCIEDADE:

Como você vê o papel do teatro na sociedade atual?

— O teatro sempre teve um papel fundamental na exposição de histórias para expurgar o ser humano, através das apresentações podemos vislumbrar a consequência dos atos que as escolham dos personagens levam, com isso sentimos e repensamos nossa própria vida e as escolhas que temos feito, além de ser um momento de diversão e socialização ir ao teatro.

O que acredita que o teatro pode ensinar ao público que outras formas de arte não conseguem?

— Acredito que todas as formas de arte ensinam e divertem e são maravilhosas, minha predileção para o teatro se dá pela possibilidade de unir em uma só modalidade várias, no teatro a gente canta, dança, toca, declama, temos luz e som, e principalmente está ali ao vivo com o público, é possível sentir a energia que emana da plateia quando se está no palco, e é possível sentir a verdade cênica nos atores quando se está na plateia.

PERSPECTIVAS E INSPIRAÇÕES:

Existe algum papel dos sonhos que você ainda não interpretou?

— Vários, o que tem de personagem e história que ainda quero contar, e a cada dia que passa chega mais um.

O que você espera alcançar em seus próximos trabalhos no teatro?

— Quero cada vez mais aumentar o alcance de meus trabalhos, quem sabe viajar mais para estados em que ainda não passei, quem sabe até poder levar meus espetáculos para outros países.

Qual é a relação entre o ator e o diretor durante o processo de ensaio?

— O diretor é uma pessoa fundamental para o processo, é dele a visão que se torna o espetáculo, basicamente um espetáculo de teatro é a visão do diretor sobre a história que o texto conta. E o ator é o instrumento que faz esse sonho do diretor sair do papel.

Como a colaboração entre vocês influencia a qualidade da peça?

— Eu gosto de usar um exemplo de um instrumentista, quando o tocador tem muita habilidade mesmo se o instrumento não é o melhor ele tira um bom som, mas quando ele tem o melhor dos instrumentos ele faz o inexplicável, da mesma forma se o instrumentista não é tão bom, mas o instrumento é incrível qualquer coisa que se faz no instrumento salva a música, (risos). Então o segredo é ator e diretor trabalharem juntos, um ajudando o outro e fazendo as coisas acontecerem

Como você passou a ser conhecido como o professor do Batman??????

— Então, eu sempre achei que os momentos de alongamento e aquecimento eram bem sérios e monótonos, até que um dia em um curso que fiz de palhaçaria o professor aplicou esse momento de forma lúdica, decidi que meus alongamentos e aquecimentos seriam lúdicos também, dessa forma homenageei esse ícone da cultura pop, o Batman vira um atleta em minhas mãos é tanta coisa que o herói consegue fazer que meus alunos dizem que só sendo um herói mesmo para conseguir reproduzir cada movimento, o engraçado é que desde a primeira oficina de teatro que ministrei até os dias atuais ainda faço o Batman com todas as minhas turmas, é quase como um ritual de iniciação, (risos), eles odeiam, mas amam.

Créditos: Adam West como Batman nos anos 1960 – Reprodução 

Quais foram os maiores desafios que você teve de enfrentar como um ator Baiano?

— O principal desafio é a falta de investimento e visibilidade, infelizmente por não termos um polo de produção áudio visual na Bahia os artistas desta região sofrem da falta de reconhecimento da grande massa, tendo meus resultados artísticos pouco prestigiados infelizmente.

Qual é personagem que você acha mais marcante em sua carreira?

— Berenguer de “Os Rinocerontes” foi um marco interpretar este papel.

Qual personagem te trouxe maiores desafios e por quê?

— Marinalva, interpretar minha primeira personagem feminina foi uma árdua tarefa. Mas me apaixonei por ela.

Créditos: gabrielimafotografia

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Entrevista com Daniele Tavares https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-entrevista-com-daniele-tavares/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=378 Daniele Tavares: Uma Jornada de Perseverança e Paixão pelo Teatro 

Daniele Tavares, @danitavaresr  um talento natural de Feira de Santana, é um exemplo inspirador de paixão e determinação no mundo do teatro. Formada em Letras Vernáculas pela UEFS e com especialização em Ensino de Artes pela Universidade Cândido Mendes, Daniele trouxe sua bagagem acadêmica que enriquece sempre suas performances no palco.

Sua participação em espetáculos como “Olhos da Cidade”, “Tabaco pra o Povo”, “Jingobel”, e “Sobre Memórias e Silêncio” mostrou não apenas seu talento, mas também sua resiliência e paixão inabalável pelo teatro, mesmo enquanto equilibrava sua carreira fora dos palcos e os desafios de ser mãe solo.

Agora, convidamos você a mergulhar em uma entrevista exclusiva, onde Daniele Tavares compartilha os desafios que enfrentou, as inspirações que a movem, e o amor incondicional que tem pelo teatro. 

TRAJETÓRIA ARTÍSTICA:

O que te motivou a se tornar atriz de teatro?

—  Birra de criança. (Risos). Havia um livro na casa de uma vizinha que listava e explicava sobre vários cursos de graduação. Eu devia ter uns 10 anos. Dentre os colegas, queriam ser advogados, médicos, professores e eu cismei que iria fazer Artes Cênicas, já que sempre gostei de “fazer arte”. Desde à alfabetização participava das esquetes, na escola, na igreja…

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou como atriz?

—  Familiar, financeiro e conciliar com à vida acadêmica.

Há algum momento na sua carreira que você considera o mais marcante até agora?

—  Quando fui selecionada para cursar o Técnico de Teatro no Galpão de Artes. Fora a primeira audição que participei e, naquele momento, eu havia dado um ultimato para mim mesma sobre continuar no teatro.

“Já pensei em desistir do teatro inúmeras vezes…” “Porém, sempre que me afasto, sinto como se me faltasse ar, como se faltasse algo essencial”.

Qual personagem você considera o mais marcante de sua carreira e por quê?

—  Bertha. Personagem de Lembranças de Bertha, Tennessee Williams. Fizemos uma adaptação deste texto (Sobre Memórias e Silêncio) para uma apresentação única. Eu sou do drama! Aqui em Feira, as pessoas são mais da comédia. Há 4 anos um amigo me convidou para filmarmos um curta desta personagem; uma adaptação da adaptação. Foi especial interpretá-la mais uma vez.

Existe algum personagem que trouxe desafios únicos para você? O que tornou esse papel tão desafiador?

—  Maria Celeste. Personagem de Olhos da Cidade. Havia muitas semelhanças entre mim e a personagem. O desafio foi justamente distanciar a personagem da pessoa. Neste espetáculo havia interação com o público e eu ficava encabulada já que à personagem era extremamente sexual e eu temia que as pessoas que me conheciam não conseguissem diferenciar. E, mais recentemente Dra. Shana. O texto da personagem é enorme, e eu temia não conseguir memorizá-lo, já que à minha cabeça de mãe pós pandemia não é mais a mesma de tempos atrás.

COLABORAÇÃO E BASTIDORES:

Como você descreveria a relação entre você e o diretor durante o processo de ensaio?

—  Cumplicidade. Enquanto atriz tenho de depositar a minha visão, enquanto o diretor já tem uma visão pré-concebida da visão do autor. São muitos olhos! Entretanto, é mais fácil a gente acertar com a visão do outro. Por exemplo, em nossa cabeça a gente pode estar dando uma intenção correta, mas o diretor já tinha uma outra interpretação sobre aquela mesma cena/personagem. Como eu gosto de levar puxão de orelha, a opinião do diretor é importantíssima.

Como a colaboração com o elenco e a equipe técnica impacta a qualidade e o sucesso de uma peça teatral?

—  O que seria de uma peça teatral sem a equipe técnica e sem um elenco afiado? Seria o mesmo que nós sem Jesus! Por menor que seja o espetáculo, a equipe técnica é essencial, senão seria apenas uma esquete escolar. E, ainda assim, as esquetes escolares às vezes necessita de alguém pra dá o play e o pause no som. E, se for pra o elenco não está afiado, é melhor fazer monólogo. É maravilhoso você, por exemplo, esquecer uma fala e o colega te compreender pelo olhar e te auxiliar. Só quem já passou por isto sabe!

Créditos: gabrielimafotografia

“Sonhava em ser atriz desde criança, entretanto tive meus sonhos frustrados pela família, e pela minha falta de coragem”.

ARTE E SOCIEDADE:

Na sua visão, qual é o papel de uma atriz na transformação social através do teatro?

—  A atriz é a porta voz do que quer que seja transmitido no texto. O Artista, no geral. Temos o poder de transmitir informações e conscientizar à sociedade com o intuito de transformar a realidade. Sempre que conseguimos encaminhar à mensagem, a transformamos um pouquinho. Sempre que a piada funciona, sempre que o público chora é porque houve a compreensão do público. Enquanto artistas temos de nos atentar ao que estar sendo transmitido.

FUTURO E INSPIRAÇÕES:

Existe algum papel que você sonha interpretar e ainda não teve oportunidade?

—  Alguma vilã. Bruxa. Algo que não seja cômico.

Ps: E nós da Wey, aguardamos e torcemos por isto!

 Quais são seus objetivos para o futuro na sua carreira artística?

—  É tão difícil ter uma carreira artística, no teatro, em Feira de Santana, tendo um plano B financeiramente e mãe solo com genitor inexistente. Meu objetivo é poder viver exclusivamente da minha arte. Um sonho promissor, muito provavelmente, inalcançável. Ainda assim, um sonho. E um sonho alcançável é cursar palhaçaria.

Que conselho você daria para jovens, especialmente mulheres, que sonham seguir a carreira de atuação no teatro?

—  Tudo para as mulheres é mais complicado! Independente da carreira que sigamos teremos sempre de fazer malabarismo. Então, que façamos o que desejamos! Melhor sermos frustradas por termos feito o que queríamos e se decepcionado do que sermos frustradas por não termos tentado.

Encerramos essa entrevista com um profundo respeito e admiração pela trajetória de Daniele Tavares, uma artista que carrega no olhar a paixão pelo teatro e no coração a resiliência de quem nunca desistiu de seus sonhos. Sua história é a prova de que a arte sempre encontra um jeito de florescer, mesmo diante dos desafios.

Agradecemos imensamente por compartilhar conosco não apenas sua experiência nos palcos, mas também a sinceridade de quem vive intensamente cada personagem e cada cena. Que sua jornada continue inspirando outros artistas a seguirem firmes em suas paixões, mesmo quando o caminho parecer difícil.

 E para você, que sonha com o teatro, que se vê diante dos mesmos obstáculos ou que apenas se encanta com essa arte tão transformadora: siga em frente! Como Daniele bem demonstrou, o palco sempre recebe de volta aqueles que pertencem a ele. 

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Cores do Invisível https://weycriativa.com.br/2026/11/03/acervo-weyliteraria-cores-do-invisivel/ Tue, 03 Nov 2026 12:00:00 +0000 https://weycriativa.com.br/?p=375 Há coisas que só o coração enxerga,

como a luz que dança entre as sombras,

ou o som de uma saudade

que pulsa nas entrelinhas do silêncio.

É ali, no que não se pode tocar,

que moram as verdades mais puras,

as palavras nunca ditas

e os gestos que ficaram no ar.

Vejo o amor como um prisma secreto,

desenhando cores no invisível,

um arco-íris que não precisa de chuva,

mas vive da luz que carregamos dentro.

E mesmo que ninguém o veja,

ele está lá,

pintando o mundo aos poucos,

fazendo do ordinário o sublime

e do instante, eternidade.

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