Por Vitória Alessandra Dias
Publicado em 12 set 2024, 17h31
Se há algo que Stephanie Perkins sabe fazer bem, é nos transportar para aquele universo doce e vibrante do primeiro amor. Seus livros têm um charme especial, que combina cenários encantadores, diálogos bem-humorados e protagonistas que poderiam muito bem ser nossos amigos na vida real.
Conheci Anna e o Beijo Francês meio sem querer, e a verdade é que não esperava grande coisa. Mas bastaram algumas páginas para eu me ver completamente envolvida pela história de Anna e Étienne St. Clair, sentindo todas as borboletas no estômago como se fosse a primeira vez que estivesse lendo um romance. Perkins tem essa capacidade rara de criar personagens autênticos, que erram, amadurecem e fazem o leitor torcer por eles até a última página.
Créditos: Destinee Blau, 2014
O Estilo Perkins: Simples, Real e Apaixonante
O que mais me agrada nos livros de Stephanie Perkins é que eles não forçam o romance. O amor acontece de maneira natural, no meio de inseguranças, risadas e momentos do dia a dia, como acontece na vida real. Ela entende que, para um casal convencer o leitor, não basta jogar dois personagens bonitos juntos; é preciso química, desenvolvimento e emoção genuína.
E é isso que encontramos em seus três principais livros:
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Anna e o Beijo Francês (2010) nos faz sonhar com Paris e com a possibilidade de encontrar o amor onde menos esperamos. Anna e St. Clair são um casal que cresce junto, com erros e acertos, tornando tudo mais crível e apaixonante.
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Lola e o Garoto da Casa ao Lado (2011) traz um romance de segundas chances que aquece o coração. Lola é uma das personagens mais originais que já li, e Cricket Bell é aquele tipo de cara gentil e fofo que a gente gostaria de ver mais nos romances juvenis.
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Isla e o Final Feliz (2014) tem um tom mais melancólico e introspectivo, explorando as inseguranças que vêm junto com o amor e a passagem para a vida adulta.
Capa do livro: Lola e o Garoto da Casa ao Lado (2011)
Embora Perkins tenha se aventurado no terror com A Caminho do Altar (2017), sua verdadeira força está nos romances. E acho que isso acontece porque ela escreve histórias que respeitam as emoções dos jovens, sem subestimá-los. Seus livros falam sobre amor, mas também sobre identidade, amizade, medo do futuro e todas as incertezas que vêm com a juventude.
Por Que Seus Livros São Tão Marcantes?
Se eu tivesse que apontar um motivo pelo qual os livros de Stephanie Perkins funcionam tão bem, diria que é a forma como ela nos faz sentir tudo na pele. Você não apenas lê sobre Paris em Anna e o Beijo Francês, você sente como se estivesse caminhando pelas ruas da cidade, provando os croissants e observando o Sena ao entardecer. Você não apenas vê Lola ser ousada e criativa, você deseja ser um pouco mais como ela.
Os romances dela não são apenas sobre amor romântico, mas sobre crescimento, sobre encontrar seu lugar no mundo e sobre aceitar que nem sempre as coisas saem como planejamos – e tudo bem. Para mim, é isso que faz Perkins ser tão especial. Seus livros não são apenas leituras rápidas e fofas, são experiências que deixam marcas.
Então, se você está procurando uma história para aquecer o coração, Stephanie Perkins é sempre uma escolha certa. Com personagens reais, amores construídos com paciência e cenários inesquecíveis, seus livros são aquele tipo de abraço literário que a gente sempre quer voltar.
