Há um sussurro que dança no vento,
um murmúrio de histórias não ditas,
florescendo em jardins secretos
onde a pressa do mundo não pisa.
O tempo, um pintor descuidado,
espalha cores pelo céu do agora,
e cada nuvem que se debruça sobre o horizonte
é uma promessa que não precisa de palavras.
Sinto o toque do instante em minha pele,
um arrepio de eternidade disfarçada,
e mergulho no abismo de cada suspiro,
onde o começo e o fim se encontram.
Que a vida seja assim:
um voo sem destino,
um poema sem métrica,
um coração aberto,
onde até o silêncio rima.
