Há coisas que só o coração enxerga,
como a luz que dança entre as sombras,
ou o som de uma saudade
que pulsa nas entrelinhas do silêncio.
É ali, no que não se pode tocar,
que moram as verdades mais puras,
as palavras nunca ditas
e os gestos que ficaram no ar.
Vejo o amor como um prisma secreto,
desenhando cores no invisível,
um arco-íris que não precisa de chuva,
mas vive da luz que carregamos dentro.
E mesmo que ninguém o veja,
ele está lá,
pintando o mundo aos poucos,
fazendo do ordinário o sublime
e do instante, eternidade.
