Entre o som do relógio e o eco do nada,
há um silêncio que respira,
um pulsar de vida oculta
que não se revela ao ruído.
Ele se esconde nas pausas,
no intervalo entre o riso e o pranto,
na hesitação de um olhar que diz tanto
sem nunca pronunciar.
O silêncio não é vazio;
é repleto de histórias
que sussurram em outro idioma,
desenhando universos na quietude.
Ali, onde a alma encontra descanso,
onde as palavras desistem de lutar,
encontro meu refúgio,
um lugar onde sou inteira,
apenas por existir.
