Há um mar dentro de mim,
ondas que não quebram na areia,
mas dançam no ritmo das minhas veias,
sussurrando segredos que só eu sei ouvir.
Ele é calmo ao amanhecer,
refletindo as cores de sonhos suaves,
mas, ao cair da noite,
torna-se tempestade que não pede permissão.
Cada gota carrega memórias salgadas,
lampejos de um amor que se foi,
de um sorriso guardado,
de um adeus que ecoa no infinito.
Navego sem bússola,
guiada por estrelas que invento,
e me perco com gosto nesse oceano,
onde o profundo é refúgio,
e o naufrágio, liberdade.
