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Wey Criativa

Por Maria  Júlia Portela

     Publicado em 08 fev 2024, 14h32

Créditos: Alexander Krivitskiy

A mansão era imensa e impecavelmente decorada, com pisos de mármore brilhantes e lustres de cristal que refletiam a luz suave do entardecer. Helena era a nova assistente pessoal de Carolina, uma das empresárias mais bem-sucedidas do país. Embora tivesse aceitado o trabalho com entusiasmo, não esperava que ele viesse com um desafio inesperado: Enzo, o enigmático motorista e segurança particular de Carolina.

Helena o observava à distância desde o primeiro dia. Ele era reservado, sempre com um semblante sério, mas havia algo nele que a fazia perder o foco. Talvez fosse a maneira como ele carregava uma autoridade natural, ou como o uniforme negro realçava seu porte físico impecável.

Naquela noite, depois de um jantar de negócios, Carolina havia saído com amigos, deixando Helena e Enzo sozinhos na mansão. Helena tentou se concentrar em organizar os papéis no escritório, mas sua mente vagava, cheia de pensamentos proibidos.

Quando desceu para buscar algo na cozinha, encontrou Enzo parado junto ao balcão, servindo-se de um copo de uísque. Ele olhou para ela, os olhos escuros brilhando sob a luz suave.

— Trabalhando até tarde? — perguntou ele, a voz grave ecoando pelo ambiente vazio.

— Sim, algumas coisas não podem esperar — respondeu ela, tentando soar indiferente.

Ele deu um passo em direção a ela, o som de suas botas ecoando no piso.

— E você? Não deveria estar descansando? — perguntou Helena, tentando disfarçar o nervosismo que sentia na presença dele.

— Eu descanso quando o trabalho permite. Mas parece que somos os únicos por aqui esta noite.

A frase, embora aparentemente inocente, carregava um tom que fez Helena engolir em seco.

— Acho melhor eu voltar ao escritório — disse ela, virando-se rapidamente, mas sentindo o olhar de Enzo queimar em suas costas.

— Espere.

Ela parou, o coração disparando. Quando se virou, ele estava mais próximo, a poucos passos dela.

— Você está sempre tão ocupada, tão séria. Alguma vez já relaxou enquanto esteve aqui?

Helena riu nervosamente.

— Não sei se isso faz parte da descrição do meu trabalho.

— Talvez você devesse experimentar.

O tom de voz dele era baixo, quase um sussurro. Enzo se aproximou mais, até que a distância entre eles era mínima. Ela podia sentir o cheiro amadeirado de seu perfume, misturado ao calor que emanava dele.

— Isso não é certo, Enzo — disse ela, a voz falhando.

— Talvez não seja. Mas você quer que eu pare?

Helena sentiu as palavras dele vibrarem dentro de si, uma mistura de hesitação e desejo tomando conta de seu corpo. Enzo esperava, os olhos fixos nos dela, como se a desafiasse a recuar.

Ela poderia ter dito “sim”. Poderia ter dado um passo atrás, encerrando aquele momento antes que fosse tarde demais. Mas, em vez disso, ela balançou a cabeça levemente, quase imperceptivelmente, permitindo que ele soubesse que ela não queria que ele parasse.

Sem mais hesitação, Enzo ergueu a mão e tocou suavemente o rosto de Helena, o polegar traçando o contorno de seus lábios.

— Você me deixa louco desde o dia em que te vi — ele murmurou, a voz baixa e rouca.

Antes que Helena pudesse responder, os lábios dele encontraram os dela, em um beijo que começou com cautela, mas rapidamente se tornou mais intenso. Suas mãos deslizaram pela cintura dela, puxando-a para perto, enquanto ela envolvia os braços ao redor de seu pescoço, sentindo a força dele contra o corpo dela.

O mundo ao redor desapareceu, deixando apenas os dois e a conexão explosiva que havia se formado. Enzo a ergueu com facilidade, sentando-a sobre o balcão da cozinha. As mãos dele deslizavam pelas curvas dela, provocando arrepios por onde passavam.

Helena não sabia como aquilo tinha chegado tão longe, mas também não queria parar. O calor da pele de Enzo contra a dela era viciante, e os beijos dele traçavam um caminho pelo pescoço até os ombros, enquanto ele explorava cada parte dela com uma mistura de desejo e cuidado.

— Você é inacreditável, Helena — disse ele, os olhos brilhando com admiração.

Ela sentiu o coração acelerar ainda mais, as palavras dele despertando algo profundo dentro dela.

Enzo puxou gentilmente a camisa que ela usava, expondo sua pele aos beijos dele, enquanto suas mãos firmes seguravam sua cintura. Helena deixou escapar um gemido suave, seus corpos respondendo um ao outro em perfeita sincronia.

Quando Enzo a puxou para mais perto, Helena sentiu como se estivesse prestes a explodir. Cada movimento, cada toque, cada suspiro parecia levar os dois a um limite incontrolável.

O clímax veio como uma onda avassaladora, deixando Helena tremendo nos braços de Enzo. Ele a segurou com força, a respiração ofegante contra seu pescoço, enquanto também era consumido pelo prazer.

Por alguns instantes, nenhum dos dois disse nada. Apenas permaneceram ali, ofegantes, os corpos ainda entrelaçados, enquanto o silêncio da mansão envolvia tudo.

— Eu nunca deveria ter feito isso — disse Enzo, um leve sorriso nos lábios, enquanto acariciava o rosto de Helena.

— Talvez não devesse — respondeu ela, sorrindo de volta. — Mas estou feliz que tenha feito.